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O que é DKIM: como funciona a assinatura do e-mail e como configurar
O DKIM é a assinatura digital do e-mail: prova que a mensagem saiu mesmo do seu domínio e que ninguém mexeu nela no caminho. Veja como funciona, o que é o seletor, como fica o registro no DNS e como ativar nos provedores mais usados no Brasil.
Equipe Autentify6 min de leitura
Resposta rápida: DKIM é uma assinatura digital que o servidor de envio coloca em cada e-mail. Quem recebe confere essa assinatura com uma chave pública publicada no DNS do seu domínio, em
seletor._domainkey.seudominio.com.br. Se confere, a mensagem saiu de quem tem a chave e não foi alterada no caminho. É uma das bases do DMARC e uma exigência do Gmail e do Yahoo para quem envia em volume.
O que é DKIM
DKIM é a sigla de DomainKeys Identified Mail. É o segundo dos três registros de autenticação de e-mail, entre o SPF e o DMARC.
Cada um responde a uma pergunta diferente:
- SPF: este servidor pode enviar pelo domínio?
- DKIM: esta mensagem é mesmo do domínio e chegou intacta?
- DMARC: e se as duas checagens falharem, o que fazer?
O DKIM é o único dos três que viaja dentro da mensagem. Por isso ele continua valendo quando o e-mail é encaminhado, situação em que o SPF costuma falhar.
Como o DKIM funciona
O DKIM usa um par de chaves: uma privada, que fica com quem envia, e uma pública, que fica no DNS do seu domínio.
- Na saída, o servidor de envio calcula uma assinatura a partir de partes da mensagem (o remetente, o assunto, a data e o corpo) usando a chave privada. Ele coloca essa assinatura num cabeçalho chamado
DKIM-Signature. - Na chegada, o provedor de quem recebe lê no cabeçalho o domínio (
d=) e o seletor (s=), busca a chave pública no DNS e confere a assinatura. - Se confere, o DKIM passa: a mensagem saiu de quem tem a chave privada e não foi alterada. Se alguém mudar uma palavra no caminho, a assinatura deixa de conferir.
Ninguém consegue assinar pelo seu domínio sem a chave privada. É isso que dá ao provedor a confiança de que o e-mail é seu.
O seletor: por que existe mais de um DKIM
Um domínio pode ter várias chaves DKIM ao mesmo tempo, uma para cada serviço que envia por ele. O seletor é o nome que diz qual chave usar.
| Serviço | Seletor mais comum |
|---|---|
| Google Workspace | google |
| Microsoft 365 | selector1 e selector2 |
| Ferramentas de marketing e de envio | o que o painel da ferramenta indicar (cada uma tem o seu) |
O seletor aparece no cabeçalho de toda mensagem assinada, no campo s=. Para achar o seu, abra um e-mail enviado pelo serviço e procure por DKIM-Signature.
Exemplo de registro DKIM
O registro fica no DNS, como TXT, no nome seletor._domainkey do domínio. Para o seletor google:
Nome: google._domainkey.seudominio.com.br
Tipo: TXT
Valor: v=DKIM1; k=rsa; p=MIIBIjANBgkqhkiG9w0BAQEFAAOCAQ8AMIIBCgKCAQEA...
| Tag | O que significa |
|---|---|
v=DKIM1 |
Identifica o registro como DKIM. |
k=rsa |
O tipo da chave. RSA é o padrão. |
p= |
A chave pública, uma sequência longa de letras e números. Quem gera é o provedor; você só copia. |
Algumas ferramentas pedem um registro CNAME em vez de TXT. É o mesmo DKIM: o CNAME aponta para uma chave que a própria ferramenta mantém, e ela pode trocar a chave sem você mexer no DNS de novo.
Como ativar o DKIM nos provedores mais usados
Google Workspace
- No Admin Console, abra Apps > Google Workspace > Gmail > Autenticar e-mails.
- Escolha o domínio e clique em Gerar novo registro, com chave de 2048 bits.
- Copie o nome (
google._domainkey) e o valor, e crie o registro TXT no DNS. - Espere a propagação e volte ao Admin Console para clicar em Iniciar autenticação.
Microsoft 365
- No portal do Microsoft Defender, abra a página de DKIM em políticas de e-mail.
- Escolha o domínio. A Microsoft mostra dois registros CNAME:
selector1._domainkeyeselector2._domainkey. - Crie os dois no DNS e volte ao portal para ativar a assinatura.
Ferramentas de marketing, CRM e sistemas de cobrança
Cada ferramenta que envia com o seu domínio no remetente tem, no painel, uma área de autenticação de domínio (às vezes chamada de "domínio de envio" ou "autenticação de remetente"). Ela mostra os registros a criar. Sem esse passo, a ferramenta assina com o domínio dela, e o DKIM não fica alinhado com o seu para o DMARC.
O registro é criado onde o DNS do domínio é administrado: Registro.br, Cloudflare, a hospedagem ou o provedor do site.
Erros mais comuns
- Ativar no DNS e esquecer de ligar no provedor. No Google Workspace e no Microsoft 365, publicar o registro não basta: é preciso voltar ao painel e iniciar a assinatura.
- Chave cortada. Painéis de DNS antigos limitam o tamanho do texto, e uma chave de 2048 bits pode ficar pela metade. Confira se o valor publicado é igual ao gerado.
- Ferramenta de marketing sem DKIM próprio. A caixa da empresa está assinada, mas as campanhas saem assinadas com o domínio da ferramenta. O DMARC falha justamente no envio em volume.
- Seletor errado no nome. O registro precisa estar em
seletor._domainkey.seudominio.com.br. Sem o_domainkey, ninguém encontra a chave. - Apagar a chave antiga cedo demais. Ao trocar a chave, mantenha a anterior por alguns dias, para as mensagens já enviadas continuarem conferindo.
DKIM não salva lista ruim
O DKIM prova que o e-mail é seu. Ele não impede que você envie para endereços que não existem. Um domínio com SPF, DKIM e DMARC perfeitos ainda perde reputação quando a taxa de devolução sobe, e as mensagens boas começam a cair no spam. Veja as outras causas em por que meus e-mails caem no spam e o passo a passo dos três registros em como configurar SPF, DKIM e DMARC.
Para testar agora
Confira de graça se o seu domínio tem DKIM, junto com o SPF e o DMARC, na ferramenta de SPF, DKIM e DMARC. Ela testa os seletores mais comuns e aceita o seu, se for outro.
Com o domínio autenticado, o passo seguinte é a lista: o verificador de e-mail grátis testa 3 endereços por dia sem cadastro, e o Verify valida a lista inteira antes do envio.
Perguntas frequentes
O que é DKIM?
DKIM (DomainKeys Identified Mail) é uma assinatura digital que o servidor de envio coloca em cada e-mail. O provedor de quem recebe confere a assinatura com uma chave pública publicada no DNS do seu domínio. Se confere, a mensagem saiu de quem tem a chave e não foi alterada no caminho.
Para que serve o DKIM?
Para os provedores confiarem que o e-mail é seu. Ele melhora a entrega, é exigido pelo Gmail e pelo Yahoo de quem envia em volume e é uma das duas bases do DMARC, junto com o SPF.
O que é o seletor do DKIM?
É o nome que identifica qual chave usar. O registro fica em seletor._domainkey.seudominio.com.br. Cada serviço que envia pelo seu domínio pode ter o seu seletor: google no Google Workspace, selector1 e selector2 no Microsoft 365, e o que a ferramenta de marketing indicar.
Qual é a diferença entre SPF e DKIM?
O SPF diz quais servidores podem enviar pelo seu domínio e confere o servidor de origem. O DKIM assina a mensagem e confere o conteúdo. O SPF costuma falhar quando o e-mail é encaminhado; o DKIM continua valendo, porque a assinatura viaja com a mensagem.
Como saber se o meu domínio tem DKIM?
Abra uma mensagem enviada pelo seu domínio no Gmail, clique em Mostrar original e procure DKIM: PASS. Ou teste o domínio na ferramenta grátis de SPF, DKIM e DMARC, que confere os seletores mais comuns.
Preciso de um DKIM para cada ferramenta que envia e-mail?
Sim. Cada serviço assina com a própria chave. A caixa de e-mail da empresa, a ferramenta de marketing e o sistema de nota fiscal precisam, cada um, de um registro DKIM no seu domínio, com seletores diferentes.
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